Funções em Revistas e Guia de Carreira (31)
Quais são as funções de um consultor em revistas? Conselhos científicos, jurídicos e de ética
O valor que especialistas, consultores e membros de conselhos de fora da equipe editorial agregam à revista.

O papel do consultor na revista: guardião do conhecimento e do prestígio
Uma revista não se resume a redatores e editores. Sobretudo em publicações acadêmicas, técnicas ou setoriais, as funções do consultor têm importância vital. Embora os consultores não façam parte da equipe editorial em tempo integral, eles são olhares externos que garantem a precisão, a segurança jurídica e o peso intelectual da publicação.
1. Definição básica: que função é essa?
O consultor é uma autoridade que orienta a revista em temas que exigem conhecimento especializado profundo, geralmente como apoio externo. Essa pessoa não é funcionária da revista, e sim uma "parceira de conhecimento". Os consultores se juntam à revista com diferentes especializações, como consultor científico, consultor jurídico ou consultor setorial.
2. Principais funções: o que ele faz?
O trabalho básico do consultor é "filtrar" e "orientar":
- Análise especializada: confirma a precisão científica ou técnica de um artigo.
- Proteção jurídica: o "consultor jurídico", em especial, protege a revista de conteúdos que poderiam gerar processos.
- Acesso à rede de contatos: ajuda a revista a chegar a nomes importantes para entrevistas e artigos.
- Integração com a MagPublish: examina as submissões de trabalhos que chegam pela MagPublish de acordo com a sua área de especialização e emite pareceres técnicos durante o processo de aceitação.
3. Área de responsabilidade
O consultor responde pela precisão e pelo prestígio das informações. Se uma fórmula incorreta for publicada numa revista técnica, isso recai sobre a área de responsabilidade do consultor. Ele é a maior garantia de confiabilidade aos olhos do leitor.
4. Limites de autoridade
O que ele pode decidir? Pode concluir que um conteúdo é "cientificamente insuficiente" e barrar a sua publicação. Em que ele não interfere? Não interfere na imagem de capa, na diagramação nem nas estratégias de publicidade da revista.
5. Lugar no processo
Costuma participar da etapa de "leitura final" ou de "pré-aprovação". Os textos são submetidos à aprovação do consultor depois de prontos. Se houver um "conselho consultivo", esse conselho também contribui com ideias na fase de planejamento da edição.
6. Competências necessárias
- Especialização avançada: carreira acadêmica na área ou muitos anos de experiência no setor.
- Discernimento ético: capacidade de avaliar a informação de forma objetiva, sem manipulá-la.
- Olhar crítico: capacidade de detectar até os menores erros de lógica nos textos.
7. Em que revistas ele é necessário?
É obrigatório em periódicos acadêmicos, publicações médicas, revistas jurídicas e publicações de tecnologia complexa. Em revistas de estilo de vida ou de variedades, essa função tem um caráter mais voltado ao prestígio, na forma de um "conselho consultivo".
8. Subtipos e variações
- Avaliador: especialista que faz a avaliação cega de artigos selecionados.
- Consultor de ética: a pessoa que audita a conformidade geral do conteúdo com as regras éticas.
9. Candidatura e dimensão de carreira
Ninguém se torna consultor por candidatura; a pessoa é convidada. O seu sucesso na área coloca você no radar das revistas. No entanto, você pode se tornar um "líder de pensamento" (thought leader) fazendo publicações na MagPublish que demonstrem a sua competência na área.
10. Equívocos comuns
"O consultor só empresta o nome." Embora isso seja verdade em algumas revistas, numa revista séria e profissional o consultor é alguém que questiona o texto linha por linha.
Os conselhos consultivos são o maior símbolo de "confiança" de uma revista para os seus leitores. Os leitores que folheiam as páginas se sentem seguros quanto à seriedade das informações que leem quando veem aqueles nomes.